O problema é da vazão, do estendido, da existência. Porque é e não é.
Quando a riqueza do que se sente não ultrapassa os muros do pensar, quando o pensado se limita ao caminho das palavras que dissipadas se desmancham logo ali, encaro o egoísmo do que construímos, que depois de construído nada é, se não num universo que de tão pessoal, quase não é.
Com vista no equilíbrio, não desconsidero, mas não me conformo, não me realizo. A transcendência aí, pra mim, não está. Há que existir razão no sentir, no dizer, pra explodir, contagiar, mover.
Somos feitos de tudo que há. Existimos porque somos constituídos e constituímos tudo de objetivo e subjetivo que nos cerca. Por que pensar tão particular? E ainda dissimular com vã pregação ou desapego.
Perdemos o fio condutor que nos levaria ao lugar comum melhor. Estamos presos aos meios, que sem fim se plastificam e se imobilizam.
Assim... não sendo, o que somos, então? A que viemos?


